Quando um investidor decide formar uma carteira de longo prazo, ele tem em mãos diferentes dados para fazer suas análises e verificar se as empresas que ele deseja ser sócio realmente devem entrar para o seu portfolio.
Alguns dos dados mais comentados tanto por iniciantes quanto por profissionais são preço atual da ação, receita da empresa, a relação preço/lucro, o valor patrimonial por ação e a taxa de distribuição de dividendos.
Todos esses e outros, geralmente são interpretados de forma errada.
Existem investidores que olham para uma empresa que tem uma receita gigantesca e já acham que é lucro certo porque ela vende muito, outros acreditam que somente ter altos dividendos bastam para que a empresa seja a ideal. Há os que olham apenas para o famoso P/L, determinam um valor e pronto: "com P/L abaixo de 10 eu entro forte".
Infelizmente não é tão simples assim, dados isolados não importam para a análise. Os dados acima, por exemplo, quando analisados isoladamente podem até levar o investidor a escolher empresas ruins:
- Preço:
O preço sozinho não quer dizer nada, só porque determinada empresa custava 12 reais há 3 anos atrás, não significa que por estar custando 4 reais agora, é hora de comprar. Nesses 3 anos tudo pode ter acontecido, a empresa pode ter duplicado suas dívidas, pode estar dando prejuízo. Se olhar apenas o preço da ação negociado atualmente, correrá o risco de comprar lixo.