Mostrando postagens com marcador opiniao. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador opiniao. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de outubro de 2015

Crise x Economia Colaborativa - Mude Seus Hábitos

Se existe alguém que não acredita que estamos vivendo uma crise, provavelmente ela não vai ao supermercado para ver como estão os preços, talvez não saiba nem o que é bandeira vermelha na conta de luz.

Dito isso, se você é mais um desses que não acredita que estamos numa crise, pare de ler aqui.

Por outro lado, se você tem consciência do que vem acontecendo no país, esse texto é para você.

Não trazemos uma receita pronta para lidar com a crise, até mesmo porque isso não existe. Receitas prontas não levam em conta fatores subjetivos como satisfação pessoal, medos e outros sentimentos que são questões pessoais de cada um.

Entretanto, existem algumas coisas que todos nós podemos fazer para aliviar o bolso. A base de tudo muitas vezes é mudar hábitos. Veja abaixo:

sábado, 8 de novembro de 2014

Taxa Zero Não Existe

Sábado, início da tarde, assistindo TV percebo como todos os sábados acontece, o aumento do número de propagandas de carros. 

Normal, hoje é o dia que a grande maioria das pessoas está de folga e pode ir visitar concessionárias para fazer a troca do seu "possante" ou mesmo a compra do primeiro carro, um dos sonhos do brasileiro.

Para tentar convencer que você visite tais concessionárias o mais rápido possível, essas propagandas utilizam a grande arma do comércio, a compra parcelada SEM JUROS. 

Também chamada como TAXA ZERO, expressão que o comprador que não poupou, está sem dinheiro mas com muita vontade de fazer a aquisição, enche a boca para cita-la, como se fosse uma vantagem real. Ou melhor, como se ela existisse.

Dificilmente alguém permitiria que você compre um bem de valor tão alto, deixando que você pague em 12 meses (às vezes mais do que isso) sem levar nada em troca. 

Uma coisa é um dono de uma loja te permitir, por exemplo, pagar aquela camisa de R$50,00 em 3x (vezes) sem juros. Ele tem margem para abrir mão dos juros que ele deixa de ganhar com suas pequenas parcelinhas por 3 meses sem comprometer seu lucro.

Por outro lado, para um bem que custa no mínimo uns R$27.000,00 (carros "populares") a conta nunca fecharia se eles lhe dessem um crédito sem levar nada em troca. 

Aliás, a concessionária recebe o valor do carro de uma empresa especializada em crédito.
Esta é quem vai financiar o bem para você e obviamente ela NÃO VAI FAZER ISSO DE GRAÇA.

Vou tomar como exemplo um financiamento "taxa zero" do Wolkswagen Gol. Atenção, tal fabricante e modelo de carro são exemplos. Por isso, a mesma pesquisa de taxas pode ser feita com Fiat, Ford, etc. Visite os sites e pesquise. 

Vamos lá, conforme promoção da marca que está na página de ofertas para Rio de Janeiro aqui:

08/11/2014 - "Taxa zero do Gol 1.0 Special - 2 portas":

Preço à vista = R$27.990,00
A prazo = R$ 25.191 (90%) + 12 x R$ 290,00 =
 R$28.671,00


Como pode ser 0% de juros
se o total a prazo é 2,43% maior que o valor à vista? 


Eles querem que você dê quase todo o valor do carro como "entrada" e ainda abocanham 290 reais todo mês por 1 ano!? Não vamos nem entrar no assunto de que, quem tem 90% do valor, nem deveria pensar em financiar o resto, poupa por mais uns meses e vai com intuito de pagar à vista que ainda consegue desconto. Mas isso é para outro artigo...

Agora vejam a última frase que consta no anúncio: CET máximo para esta operação: 47.59% a.a.

Via internet não tem todo o detalhamento de como podemos chegar a esse custo, isso o vendedor te explicará (se você perguntar, claro) lá na loja. Lá, quando ele te contar essa notícia triste, você não vai se importar tanto, afinal você estará pertinho daquele cheirinho de novo, estará tomando um cafezinho feito na hora e será tratado como patrão. 

Mas, se você fizer o dever de casa, vai começar a entender onde é que estão as pegadinhas.

Apenas como exemplo, peguei a tabela de tarifas da página do Banco Wolks e vi o seguinte:

Confecção de cadastro para início de relacionamento = R$495,00

Pensando que isso talvez pudesse estar desatualizado, verifiquei também no Banco Central a mesma informação, são 495 reais só para criar o seu cadastro!


Não esqueça dos custos tributários (PIS, COFINS, IOF) que incidem sobre os serviços de financiamento e taxa de administração, estes também estão lá, veja nesse link.
Somente com um contrato na mão para verificar todas as taxas envolvidas que fazem o nome da Taxa Zero virar Taxa 47%...
Resumo na imagem abaixo:

clique para ampliar

Repito, isso é só um exemplo real. Recomendo a todos fazer o mesmo exercício com outras marcas e pensar bem antes de sair correndo para a loja achando que estão lhe dando vantagem porque querem ser legais com você.

Até a próxima!

domingo, 16 de março de 2014

Tudo caindo na bolsa... Dane-se

Se você está chegando na bolsa agora ou até já está há algum tempinho e mesmo assim está preocupado com as quedas, está assustado com "Ibov a 45 mil pts"...

Pára tudo!

Se você está preocupado provavelmente está muito exposto à Renda Variável.

Toda vez que vê as cotações despencando, você fica receoso?
Se sim, então provavelmente você não está controlando risco direito.

Agora, se você está aportando um pouco por mês, fez o trabalho de casa e escolheu apenas empresas boas, e MESMO ASSIM erra ao ficar tentando entender se "macro-economicamente" dá para prever se o índice ibovespa vai cair mais, perde tempo tentando descobrir onde é o fundo do poço e pior, fica nervoso com cada queda...

...desculpe mas você ainda não entendeu o que é acumular patrimônio diversificado contendo parte em ações. Você precisa fazer um favor a você mesmo e estudar para entender o que é ser sócio de boas empresas, se tornar um investidor sem rótulos. Afinal, se você sabe que suas empresas são boas, são lucrativas e sabe que cotação não serve para tomada de decisões, você vai vender pra que?

Você estará preparado para o longo caminho do enriquecimento se à partir de hoje você conseguir dizer:

"Tá tudo caindo na bolsa... Dane-se, não tô nem aí!"


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Bolha Imobiliária - Um Estudo Sobre o Tema

Existe uma "bolha" especulativa de imóveis no Brasil?


O IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - publicou um interessante estudo entitulado "Existe Bolha no Mercado Imobiliário Brasileiro?".

Este é um dos assuntos mais polêmicos no Brasil atualmente. Muitos se perguntam todos os dias se vale à pena comprar imóveis com preços praticados atualmente.

Particularmente, tenho a opinião de que, se o imóvel é para morar, se a pessoa pode pagar e se ela vai se sentir confortável, o preço deixa de ser o fator mais importante.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

5 besteiras que falam sobre a bolsa

Certamente existe uma nuvem de curiosidade mesclada com alguns preconceitos e equívocos em torno dos investimentos em renda variável.


A negociação de ações na bolsa de valores é um investimento como outro qualquer, mas ainda assim, existem pessoas que pregam ideias deturpadas sobre o assunto e desta forma, os leigos acabam se afastando da bolsa, muitas vezes por terem ouvido repetidas vezes, algumas dessas ideias. 

Vejamos abaixo, 5 besteiras sobre o investimento em renda variável:

1 - Bolsa é para ricos


Essa é a primeira e talvez a maior besteira que falam sobre o investimento em bolsa de valores. Há investimentos em renda fixa que para uma pessoa aplicar é preciso ser um "investidor qualificado", isso significa, pessoas que já possuem um capital mínimo considerável aplicado, geralmente R$300.000,00.

Para aqueles que querem investir em ações na bolsa, nada disso é necessário. O capital mínimo é a soma do valor de UMA ação e a corretagem necessária para a realização da compra. Essa corretagem gira em torno de R$4,00 e R$15,00 em várias corretoras.

sábado, 20 de julho de 2013

Porque não gosto de Asset Allocation

Basicamente, Asset Allocation é a estratégia onde o investidor, depois de ter definido os percentuais de cada investimento quer em sua carteira, vai fazendo ajustes ativamente para manter o balanceamento.

Por exemplo, digamos que ele queira ter 50% do patrimônio em renda fixa e 50% em renda variável. Passado um tempo definido, 1 ano por exemplo, caso as ações tenham subido muito e agora representam 60% do patrimônio dele, ele vende os 10% excedentes e coloca na renda fixa trazendo a carteira para o balanceamento original.

Isso parece muito legal no papel, parece fácil. Mas para realizar essa estratégia é preciso muito "timing". E como sabemos, "acertar" o momento é muito difícil.

A diversificação em si é uma das coisas mais importantes na formação de patrimônio
acredito que junto com o controle de risco, os dois formam o maior escudo para o investidor.

domingo, 26 de maio de 2013

Lendas da Bolsa - Video

No ar, um novo video do Aprendiz do Mercado no canal Bastter.com no Youtube.

Lendas da Bolsa - O que todo iniciante deveria saber antes de comprar sua primeira ação. Essa é uma gravação do chat de terça-feira, dia 21 de maio de 2013.

Foram apresentados 10 mitos sobre bolsa de valores.
Coisas como a necessidade de ser rico para entrar na bolsa ou precisar de tempo para ser sócio de empresas, e outras ideias equivocadas como estas que fazem com que tantas pessoas não sobrevivam na renda variável e muitos evitam até de começar.

Assista, comente, compartilhe!

http://youtu.be/4rpMTGrfAWY


quinta-feira, 23 de maio de 2013

A Ilusão Da Virada

Foto: Boaz Yiftach/FreeDigitalPhotos.net
Funciona assim: o pequeno investidor, geralmente sem muito conhecimento, fica procurando empresas que já foram boas no passado (às vezes empresas que nunca foram boas) e ao achar, compra tudo o que pode de ação dessas empresas esperando a grande virada.

Aí começa a ilusão do "vou ganhar muito dinheiro". Perde seu tempo tentando prever o futuro, empata um capital que poderia estar crescendo numa boa empresa ou até mesmo num bom título de renda fixa. Tudo isso porque a ambição desmedida só visa o grande lucro que pode ganhar.

domingo, 5 de maio de 2013

Venda em Maio e vá embora? Como?

Pronto, chegou o mês de maio e novamente a repetição do mantra "venda em maio e vá embora". É incrível como grande parte do mercado repete a mesma coisa ano após ano mas sempre falha em não fazer a distinção entre capital de risco e patrimônio.

Isso mesmo, todas as vezes que lemos que maio é indicado para vender os ativos, seja lá por qualquer motivo que coloquem, ainda que com provas históricas de movimentos das maiores bolsas do mundo, não deixam claro que isso só deveria ser feito com o capital alocado a risco e mesmo assim, talvez.

Bem, vamos esclarecer as coisas então!

domingo, 17 de março de 2013

Esse Tal De Pre-Sal


Engraçado quando vemos alguém dizer:
"Acho que a Petrobras nunca vai conseguir tirar petróleo desse tal de pre-sal".

Dá uma ideia de que "o tal" do pre-sal não produz nada, que é uma promessa, etc.

Muitos perdem tempo em ler artigos e matérias sobre a "ingerência" (detesto essa palavra) do governo. Matérias que se repetem exaustivamente, talvez porque é muito mais fácil para um (mal) jornalista sentar e escrever algo que está na boca do povo (governo faz besteira, etc) do que ir a campo, pesquisar, fazer entrevistas e entender o que é verdade e o que é exagero quando falam dessa (ou de outra) empresa.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Apenas Um Exemplo Para Se Afastar Da Manada

fonte dos balanços compilados: nosso parceiro Bastter.com
A primeira grande empresa a liberar o balanço anual de 2012 foi o Bradesco.

Este é um belo exemplo do motivo pelo qual devemos nos afastar da manada.

Muito se falou dos bancos esse ano com a redução dos juros.
Muito se fala ano após ano que a bolsa é um bicho de 7 cabeças pior que o Bicho Papão.

E o que vemos? Mais uma empresa que, como várias outras, em uma década multiplicou seu patrimônio líquido em 7 vezes e seu lucro líquido em 5 vezes.

Esqueça o blá blá blá do dia-a-dia que se repete na mídia entra ano, sai ano. Esqueça as comparações de RF x RV, a notícias voltadas para o curto prazo e as previsões de futuro.

Diversifique entre várias classes de investimentos, e na bolsa, procure ter boas empresas em carteira, que apresentem resultados como da imagem acima.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quedas na bolsa - E daí?

Este post é marcado pelo dia em que as famosas "ações defensivas" despencaram  na bolsa. Quedas como de Cemig (-19,93%) e Transmissão Paulista (-24,36%) chamaram a atenção de todo o mercado hoje.

O que mais se viu foram sócios minoritários preocupados como se o mundo tivesse acabado. Pessoas que possuem mais da metade de sua carteira de ações formada por empresas de energia elétrica.

Aí surgem as perguntas: a culpa é de quem? Por que isso aconteceu? A bolsa é um perigo?

terça-feira, 19 de junho de 2012

Investidor Genérico

Já falei uma vez no facebook, sou um Investidor Genérico Sem Rótulo!

Há uma ideia colocada por algumas pessoas de que você tem que escolher entre ser fundamentalista ou grafista, e só assim você poderia ter sucesso na bolsa. Outros ainda dizem que se você não puder ser um dos dois, então você tem que virar especialista em renda fixa ou em imóveis e só assim você poderia investir em alguma coisa.

Felizmente não é assim. Não faz o menor sentido alguém tomar para si algum rótulo ao investir. Dizer que é um fundamentalista, ou dizer que é um grafista, etc. Você pode usar uma ferramenta e não usar outra, mas isso não significa que deverá se considerar dentro de uma categoria, já que a qualquer momento que desejar poderá usar ambas, bem como investir em tudo que tiver vontade de aprender.

Certamente não é preciso explicar aqui que fundamentalistas olham dados das empresas e grafistas olham para os gráficos dos preços. Mas é importante salientar que você pode ser as duas coisas. É importante que as pessoas tenham noção de que fundamentos e gráficos não se comparam, são apenas diferentes e usados para coisas diferentes:

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Perguntas Indiscretas ou Sem Sentido

Existem perguntas no cotidiano que evitamos por algum motivo, tais questões geram desconforto ao serem respondidas. Por exemplo, muitas mulheres não gostam de revelar idade, desta forma não se pergunta isso sem um bom motivo. Assim como salário, uma pessoa precisa ter muita intimidade com outra para, de repente, perguntar quanto ela ganha.

No mercado acontece o mesmo, como investimentos tem a ver com dinheiro, e dinheiro cada um tem o seu, certos detalhes também são do interesse de cada um, veja:

 - Quais as empresas e outros investimentos você tem em carteira?

Acredito que a carteira de investimentos de uma pessoa é de interesse apenas dela. A partir do momento que você sabe quais as empresas ela é sócia, quais imóveis ela é dona e quais produtos de renda fixa ela possui, você conhecerá detalhes de uma parte importante da vida de qualquer um, suas finanças.

Caso alguém não se importe em detalhar tudo ou parte, cabe a ele decidir, então em uma conversa sobre investimentos, não pergunte isso, deixe que ele fale se quiser.

- Quantas ações da empresa tal você tem?

Essa pergunta ainda é pior. Mesmo que você não consiga evitar de perguntar qual empresa alguém possua, talvez por ser seu amigo. NUNCA pergunte quantas ações ele tem. É o mesmo que "quanto dinheiro você tem no banco?". A maioria das pessoas não se sente confortável falar sobre valores que possuem, então, para não ter que ouvir aquela sutil frase "tenho um dinheirinho qualquer" ou "tenho uma coisinha de reserva", é melhor não perguntar.

- A bolsa tá subindo ou tá caindo?

Clássica. Geralmente proferida por pessoas que não investem em renda variável, pois se investisse, mesmo que não olhasse todos os dias, teria uma noção se o momento do mercado é altista, baixista ou indefinido. Isso por si só é incorente:  se o questionador não investe em renda variável, qual o interesse de saber para que lado a bolsa tá indo?
Existe ainda outra ponto importante nesta pergunta, o que o questionador chama de bolsa? O índice? As 10 empresas mais negociadas? As empresas que o indagado possui? Mesmo que o indagado responda que a bolsa tá caindo, isso não diz nada, pois as empresas da carteira dele podem estar todas em alta e o resto do mercado em baixa... bem como, todas as ações que ele opera podem estar em baixa e ele está ganhando, pois está operando vendido (clique aqui para entender).
Particularmente, esta é uma pergunta que não faz muito sentido pra mim.

- E aí? Tá ganhando ou tá perdendo?

O pior desta pergunta nem é a indiscrição do questionador mas sim as dúvidas que ela pode gerar no indagado: "Será que ele quer saber isso porque ele tá torcendo para eu me dar mal?", ou "será que ele tá querendo pedir um dinheiro emprestado e só fará isso se eu disser que tô no lucro?", ou "será que se eu disser que estou perdendo ele vai sair por aí usando meu nome como exemplo do porque não entrar na bolsa?" ou "o contrário?".
Fora o fato que ganhar e perder andam lado a lado no mercado, afinal é renda variável e não renda fixa. Outro fator é que se o indagado usa a bolsa apenas para ser sócio de empresas e não faz trades, ganhos e perdas vão depender de desempenho das empresas, etc. Coisas que não daria para explicar com uma simples resposta

- Como assim você não conhece MERD S.A. ?

Assim como um funcionário de livraria não é obrigado a ter lido todos os livros que tem na loja e nem um profissional de informática é obrigado a ter usado todos os softwares que existem, um investidor não tem obrigação de conhecer todas as empresas listadas na bolsa. Portanto, é importante evitar o espanto quando alguém lhe disser que não conhece determinada empresa, qualquer que seja ela.

E você, lembra de mais alguma perguntinha indiscreta ou sem sentido? Comente !


sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal 2011 !!

Edição: Luis A. Carvalho


Para quem perdeu essa, a formação começou com esta história: De R$ 5,24 a 0,68 centavos em 3 dias!

domingo, 18 de dezembro de 2011

A Equivocada Regra dos 100

Antes de tudo, que fique claro que o uso da palavra equivocada no título é por minha conta, já que escrevo baseado na minha opinião particular.

Essa "Regra dos 100" é famosa, ela afirma que você deve investir em renda variável um percentual que seja o resultado da conta '100 - sua idade'. Ou seja, para um investidor com 30 anos ele deverá investir no máximo 70% de seu patrimônio em renda variável, com 40, esse número cai para 60% e assim por diante.

Desta forma, a regra faz com que o investidor reduza cada vez mais seu patrimônio em ações conforme fica mais velho.

Mas isso por si só é um grande equívoco pois não faz sentido criar fórmulas estáticas para investir. Toda e qualquer regra que não leve em conta o perfil e a realidade de cada um tende a ser perda de tempo.

Se o investidor está começando na bolsa e ainda tem pouco conhecimento, seria interessante que
ele começasse devagar, colocando pouco capital no início e aumentando conforme ele se sinta mais confortável até chegar na proporção que deseja para sua carteira. Dessa forma, mesmo que ele tenha 18 anos, não necessariamente ele começaria com 82% do capital em ações, talvez ele começasse com menos da metade até chegar ao seu objetivo.

Um outro cenário é aquele em que o investidor resolve dividir seu patrimônio em, por exemplo, 50% de renda fixa e 50% de renda variável e mantém assim a vida inteira, bastando comprar mais, com dinheiro novo, aquilo que estiver em menor proporção sem ficar transferindo de um para o outro.

Novo exemplo, pensemos que, quando iniciamos o investimento em algumas empresas sólidas, podemos ir aumentando as posições lentamente, digamos um pouco a cada mês enquanto continuamos mantendo um capital em renda fixa para os casos de emergência.

Depois de anos, desde que o investidor reaplique em renda variável os proventos recebidos pelas suas ações e estas continuem em empresas sólidas, o seu capital investido é totalmente retornado, e mesmo que ele tenha que vender suas ações, ele já não fica mais no prejuízo. Se ele não fica mais no prejuízo, então aquele capital para emergências pode ser capturado de suas ações. Isto é, não seria loucura nenhuma depois de décadas o investidor ter seu patrimônio em proporções acima de 80% em ações. Aí a regra de diminuir posições em bolsa conforme se fica mais velho é executada exatamente ao contrário.

Esta Regra dos 100 exclui as pessoas da terceira idade da bolsa. Será que um investidor com 80 anos e milhões de patrimônio tem mesmo que se preocupar em ter apenas 20% em bolsa ? Afinal, quanto mais tempo envolvido com investimentos e quanto mais tempo de estudo, mais ele poderia manter percentualmente em renda variável ou em renda fixa ou em imóveis ou seja lá naquilo que ele quiser investir.

Portanto, cuidado com regras estáticas. Faça seu plano de acordo com seu perfil e estude sempre.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Rally De Final De Ano

foto: Reuters
Muito se fala de rally de final de ano. De que novembro e dezembro a bolsa sobe porque os fundos mexem em posições, ou porque o pessoal recebe o 13º salário, ou sei lá o que.

O motivo, não tenho certeza. Se o rally existe e é recorrente, também não pesquisei. Investidor não deve dar a mínima importância para isso também por dois motivos muito simples:

- Se o cara espera o rally para fazer trades, não faz sentido, pois um trader não precisa de alta para ganhar, basta operar na venda. E não se pode dizer que "é chato alugar o papel" porque diversas corretoras permitem que se abra a posição sem alugar, e depois com toda calma, o trader entra em contato com a corretora via e-mail, telefone e até chat e solicita o aluguel. Então, porque um trader quer rally de alta? Por que só sabe operar na compra? Mesmo que
seja uma questão de escolha nunca operar vendido, mesmo em mercado de baixa, sempre tem um papel que escapa e está em alta. E por último, se for um ano de crise forte que realmente não há nada subindo e o cara insiste em não operar vendido, então só resta ficar de fora.

- Por outro lado se o investidor é um acumulador de ações, age apenas como holder, esse então não tem qualquer motivo para torcer por rally de alta de final de ano. Ele é sócio das empresas que escolheu e o que ele deve se preocupar é apenas com a empresa.

Então, por que raio de motivo fica essa falação sobre rally de final de ano?

O único rally de final de ano que conheço é da maioria das pessoas indo ao shopping aos 45 minutos do segundo tempo na véspera de Natal para fazer as compras.

Por falar nisso, você já comprou os presentes?!!!

Bons negócios!

Quebrando Mitos - parte II - Conhecimento Avançado

Será que a pessoa física precisa mesmo de tanto conhecimento técnico para investir em renda variável? Depende...

Qual o objetivo do investidor? Se for para usar a bolsa para ser mais uma opção de investimento, bastaria esse investidor ler as regras da bolsa (como são as taxas, incidência do imposto de renda, direitos e obrigações em geral) e pronto.

Poderíamos adicionar um bom livro sobre avaliação de empresas para iniciantes e não seria preciso muito mais do que isso, nem mesmo conhecimento de macroeconomia, nem conhecimento de estatística, contabilidade, etc.

Se o objetivo é ser mais atuante no mercado, aí é outra conversa. Este sim, não pode querer operar e se dizer profissional só porque
fez um curso de final de semana de análise técnica ou de análise fundamentalista (ou os dois). É preciso estudar muito e principalmente se desenvolver, tanto para planejar operações quanto para executá-las. O investidor atuante, principalmente aquele que faz trades independente do prazo operacional, precisa se preparar psicologicamente. Não basta ler dezenas de livros se na hora do "game" ele faz tudo diferente do que leu. Ele precisa de conhecimento e de autoconhecimento.

Mas a questão aqui é quebrar o mito de que todos precisam estar afiadíssimos para simplesmente investir passivamente. Quebrar o mito que paira sobre quem não conhece a bolsa de que é necessário "saber muito para mexer com isso". É óbvio que ninguém pode cair de paraquedas na bolsa, comprar ação, deixar de lado e esquecer, precisa saber pelo menos que deverá reaplicar dividendos e aprender a analisar suas empresas uma vez por ano quando sai o balanço.

"Entretanto não é obrigatório fazer um doutorado para investir suas economias"

Se uma pessoa conhece pelo menos as quatro operações matemáticas básicas, e tem um pouco de paciência para procurar informações, ele vai descobrir que "aquela grande empresa que fabrica cerveja" tem sido lucrativa há anos e que vale à pena investir nela. Portanto, ele pode se propor a comprar 500 reais por mês em ações dela, todo mês, ininterruptamente. Conforme for fazendo isso e vendo seu patrimônio em ações crescer sem maiores dores de cabeça, esse investidor irá consequentemente olhar "para aquele grande banco" ou "para aquela grande distribuidora de energia elétrica", etc.

Em suma, operar no mercado, fazer trades, tudo isso é muito interessante. Mas se você não quer nada disso, quer apenas ser sócio de grandes empresas, não precisará de tanto conhecimento quanto possa pensar.

A bolsa é para todos. Por isso discordo totalmente de quem afirma que bolsa é só "para os grandões", que pessoa física com pouco dinheiro não tem vez nesse mercado. Muito pelo contrário, é a única forma de de ser SÓCIO de uma grande empresa e aumentar sua posição periodicamente, como quiser, pagando menos de 100 reais (para comprar pelo menos 1 ação de qualquer uma da grande maioria das empresas listadas em bolsa já somada todas as taxas).

O conhecimento técnico necessário, e obrigatório, é diretamente proporcional à complexidade das operações que você decidir fazer.

Leia também Quebrando Mitos - parte I - Tempo

domingo, 6 de novembro de 2011

Quebrando Mitos - parte I - Tempo

foto por lentedorafa
Infelizmente, grande parte do que se lê pela Internet sobre renda variável acaba deixando o pequeno investidor mais confuso do que esclarecido.

Mas confesso que não desisti totalmente de algumas publicações porque elas trazem inspiração para escrever aqui, e servem para ver o que andam passando para os leitores. Afinal, pra mim, a qualidade de informação muitas vezes está relacionada mais a nossa própria interpretação do que o conteúdo do que foi escrito. Isto é, se você consegue ler nas entrelinhas, algo que a princípio pode parecer lixo equivocado, pode trazer mensagens interessantes.

Esta semana li uma reportagem que diz que bolsa não é para pessoas físicas (!!). Minha opinião: equívoco (com todo respeito ao site e ao jornalista que assinou). Talvez, eu dissesse o contrário se mostrassem o outro lado de todos os argumentos que foram apresentados. Bom, deixaram a missão para o Trader Aprendiz...

É preciso mostrar uma outra visão para o exposto, e desta forma qualquer um como pessoa física possa dizer, "sim, bolsa também é para mim". Foram colocados três pontos defendendo o contrário, três argumentos que se não forem explicados, alimentam mitos que nunca são quebrados e faz com que a maior parte dos brasileiros tenha medo de encarar algum risco para colher grandes frutos. Não é à tôa que a participação percentual de pessoas físicas na "ponta compradora" na bolsa brasileira seja tão pequeno, no mês de outubro/11 por exemplo, as pessoas físicas representaram apenas 9,9% de todas as compras no volume total do mercado à vista, à termo, de opções e outros segmentos segundo a BM&FBovespa.

Portanto, teremos este e mais 2 posts sobre os pontos mitos: tempo, conhecimento avançado e importancia dada à performance do ibovespa.

Mito I - Necessidade de Tempo

Interessante como todo mundo repete a mesma frase, "não tenho tempo para acompanhar o mercado". Como se acompanhar o mercado fosse fazer alguma diferença, como se olhar as cotações o dia inteiro fosse fazer com que, magicamente, os ativos fossem negociados nos preços desejados.

Para a felicidade de quem não trabalha no mercado financeiro e tem pouco tempo para olhar para ele, vai a boa notícia, você dedica apenas o tempo que puder. Como? Escolhendo operações que  necessitem apenas do tempo que você tem.

Vejam este exemplo, digamos que você trabalha a semana toda de 8 às 17h e gostaria de fazer alguns trades com ações para ganhar na valorização (ou desvalorização) de seus preços, mas não tem sequer acesso à internet no trabalho e nem qualquer tempo para ir numa lan house ou ficar navegando no seu smartphone porque o trabalho não deixa.

Porém, você tem o final de semana completamente livre, ótimo, já poderá montar operações semanais. São operações onde você olha o gráfico semanal do ativo, onde cada marcação do gráfico representa uma semana, você analisa os gráficos em casa com calma, usa no máximo uma hora para isso e marca teus gatilhos, escreve seu plano.

Se for por exemplo, para fazer uma entrada devido à fechamento acima de um determinado ponto, você só precisará dar uma olhada a cada sexta-feira para ver se aquela semana está fechando com valor acima do ponto planejado, você poderá fazer isso depois do horário do trabalho, no período chamado after market. Se "deu entrada", você nem precisa usar a internet, pode ligar para a corretora e mandar eles executarem a ordem de compra. Caso seja uma entrada devido a rompimento (quando passa por determinado ponto, antes mesmo de fechar a semana) como na imagem abaixo, fica ainda mais fácil, você já deixa a ordem de compra programada no domingo. Alguns home brokers aceitam que a ordem seja enviada com o pregão fechado.

Entrada 36,80 no gráfico semanal devido ao rompimento do maior preço negociado na semana anterior - atualmente este trade está positivo em 8%

Na figura acima, o exemplo de um trade iniciado (na semana com a seta verde) devido o rompimento da maxima da semana anterior. O investidor observou que houveram 3 semanas seguidas de baixa na Vale, e devido a alguma estratégia que ele tenha (não é o objetivo deste post discutir isso), verificou que seria interessante comprar Vale caso o preço ao voltar a subir mostrasse força se rompesse 38,80. No domigo (09/10/11) ele ajusta a ordem 'start de compra automática' com disparo de 38,80 e pronto. Única preocupação que poderia ter é dar uma olhada no final de cada dia (pode ser no after market) para ver se a ordem foi executada e assim ele já possa ajustar a ordens de saída automática de proteção de novas quedas (stop loss) e saída para realização de lucro automática (stop gain) nos pontos que ele decidir serem convenientes. Pronto, agora é só olhar por 2 minutos a cada sexta-feira como o trade está andando

Em relação ao investimento em em renda variável com objetivo de montar uma carteira de ações para ser sócio de boas empresas e colher os frutos de ser acionista, a necessidade de tempo é menor ainda. Isto acontece porque o que define se uma empresa é boa ou não é a saúde dela, ou seja, se ela as dívidas não aumentam constantemente, melhor ainda se praticamente não existem, se o lucro é crescente, se o retorno sobre o patrimônio é crescente, entre outros dados.

O detalhe importante é que tais dados são apresentados no balanço anual, que obviamente é divulgado uma vez por ano, isso significa que o investidor precisa gastar duas ou três horas, uma vez no ano para avaliar se continua de sócio ou não de tais empresas. Se ele quiser e puder, dá uma olhada nos balanços trimestrais, duas horas é mais do que suficiente para o pequeno investidor, somando tudo, 8 a 10 horas por ano!

Antes que fiquem as questões: eu não sei olhar esse gráfico do post, como vou gastar minutos com isso? Ou então, como eu vou gastar apenas 2 horas para analisar um balanço se não sei como é isso? Certamente que em um primeiro momento terá que ser gasto com estudo e planejamento, assim como em qualquer negócio.

Você pode abrir uma lanchonete, colocar funcionários lá e sumir, mas terá que gastar um tempo inicial no planejamento antes de abrir a lanchonete, terá que gastar um tempinho todo mês para olhar se as contas estão fechando e se o lucro está entrando. No mercado de ações não é diferente, um tempo inicial terá que ser gasto lendo alguns livros e fazendo alguns cursos, mas depois disso, o tempo gasto ficará próximo do que foi citado neste texto.

Qaunto ao conhecimento em si, trataremos disso no próximo post...

Até lá e deixe seu comentário. Quanto tempo você gasta na bolsa atualmente?




domingo, 14 de agosto de 2011

Carteiras recomendadas - um estímulo para o GIRO

É fato que qualquer corretora tem como uma das principais fontes de receita os recursos financeiros gerados pelas corretagens pagas pela sua base de clientes a cada compra e venda que estes fazem. Normal, afinal é o negócio delas.

Sendo assim, é óbvio que é interessante que seus clientes executem o maior número de ordens possível. E como conseguir isso? Recomendando tais operações.

Não estou dizendo que você não deve pegar uma PARTE PEQUENA do seu patrimônio para fazer umas operações rápidas (no semanal ou no diário) para tirar algum lucro de bons movimentos e com isso comprar mais ações para longo prazo.

A questão é, se você quer operar algum papel para tirar lucro de movimentos direcionais, use algum método consistente para trade. Não é preciso operar baseado em recomendações, dicas, etc.

Não seria tão ruim dar uma olhada nas recomendações, o problema é que na maioria das vezes recomendam compra quando está tudo lá em cima, falando para colocar mais e mais grana e, justamente quando tudo cai, o índice tá no vermelho total, os papéis estão "no fundo do poço" é que recomendam vender tudo, realizar prejuízos e fugir para a renda fixa. Não faz o menor sentido.

Vejam estes dois gráficos, de Gerdau e Usiminas no período semanal como exemplo (NÃO é preciso saber análise técnica para entender):

Gerdau semanal


Usiminas semanal


Notem como a semana de 5 de abril de 2010 era no mínimo para se ficar com o pé atrás para as compras, isso porque estávamos próximos do topo histórico do Ibovespa como visto no gráfico abaixo:

Índice IBOVESPA semanal


É claro que olhando hoje (14/08/2011) fica mais fácil, mas, mesmo naquele dia já era fato que o ibovespa tinha topo histórico em ~73.800 pontos em maio de 2008. Além disso, Usiminas e Gerdau (como outras boas empresas) tinha vindo de movimentos fortes de alta desde março de 2009. No caso destas duas, eram 260% de alta no período mar-09 a abr-10 para Usiminas e 198% para Gerdau no mesmo período.

Então, sem análises para que não pareça que está fácil porque "o lado esquerdo do gráfico é mole analisar". Apenas se coloque naquela semana de abril de 2010 e se pergunte: "qual o motivo lhe faria colocar todo o dinheiro possível em ações que já tinham subido 200% em pouco mais de 1 ano??"

Movimentos fortes de alta como esse acontecem sempre, o que não se pode é cair no canto da sereia e achar que eles serão para sempre. Agora vejamos as recomendações daquela época, ninguém ou quase ninguém diz "cuidado porque já subiu bastante, se tem o papel e não é para aposentadoria realize o lucro, pelo menos parte dele, e se não tem, aguarde um recuo importante para comprar".

O que vemos é isso:



Notem esse trecho do 'histórico da carteira recomendada' de uma corretora. Olhando de baixo para cima, no início de abril, a corretora indica compra de CSN porque as "commodities blá blá blá" e venda de Brookfield por causa do "PAC blá blá blá".
Um mês depois, recomendam venda da CSN e compra da Brookfield.
...se isso não é GIRO, não sei o nome que se dá.

Em tempo, quem seguiu esta recomendação de CSN, PERDEU 17,88% (6 reais por ação) como visto abaixo...

CSN diário


Outro exemplo, em um vídeo que encontrei na web com uma entrevista com uma analista, ela faz comentários sobre os EUA, economia mundial, etc, é citado que o cenário estava positivo para as commodities (aquele mesmo papo de sempre), e que bons papéis para "curtíssimo prazo" (GIRO) as ações a comprar seriam as da justamente a nossa querida Usiminas do exemplo.

Detalhe, o video é de 29/03/2010, exatamente 1 semana antes do derretimento de USIM5. Daí em diante foram 9 semanas fechando em baixa. Depois uma alta de correção e daí em diante pivots de baixa seguidos no semanal até chegarmos aos preços de hoje. Estamos falando de 30,56 até a mínima de 9,86 feita semana passada, 67% de queda em pouco mais de 1 ano.

Aí é que está a sacada, depois de uma alta enorme de 1 ano ninguém manda vender... Quando cai depois de 1 ano, só se vê análises de que o mundo vai acabar e até mesmo dizerem que o aço não seria mais tão usado no mundo... Sabe quando vão mandar você comprar Usiminas? Quando ele estiver próximo dos 30 reais novamente....

Para finalizar, em outra busca pela web, encontrei recomendações de Petrobras e Vale, na mesma época (5/abril/2010), a história é a mesma, recomendam compra quando deveria recomendar alívio de posições. Passa-se o mouse no nomes das corretoras, 2 recomendam Usiminas, 4 recomendam Gerdau, 5 recomendam Petrobras (que no texto erradamente está com acento) e as 6 recomendam Vale.

Acredito que também possam fazer boas indicações até para manter a confiança do cliente. De qualquer forma é bom ter cuidado com o estímulo ao giro...