Mostrando postagens com marcador trading. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trading. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de março de 2015

A Ilusão dos 3% ao mês

Atraindo todo o dinheiro do mundo
Normalmente a entrada do novo investidor na bolsa se dá assim:

O cara fica com um medo danado da renda variável, acha que vai perder todo o dinheiro que possui no primeiro dia. 

Não acho errado ter esse receio, afinal, isso protege o cara que está começando. Isso obriga o novato a não se arriscar demais, pois se realmente ele entrar com todo dinheiro que possui e fazer besteira, ele pode sim perder tudo (infelizmente).

segunda-feira, 10 de março de 2014

Imposto de Renda 2014 - Perguntas e Respostas

A Receita Federal publicou o "tira-dúvidas" do Imposto de Renda Pessoa Física 2014 - Ano Calendário 2013.

IRPF 2014 - Perguntas e Respostas


O documento possui exemplos, definições e orientações para declaração do imposto de renda 2014, clique na imagem abaixo para ver um exemplo:


Para baixar o arquivo PDF com as Perguntas e Respostas sobre a declaração 2014 do seu imposto de renda, clique aqui.

domingo, 10 de novembro de 2013

O Que é Aluguel de Ações


Investidores em renda variável tem uma ótima opção para remunerar sua carteira de ações através do aluguel de ações.


O Aluguel de Ações também é conhecido como Empréstimo de Ações. Esse tipo de operação consiste em ceder temporariamente suas ações para que outro investidor as utilize para fazer transações de curto prazo.



Alugar Ações Para Operar Vendido


A maioria das pessoas entende o trade apenas como a operação de comprar por um preço e vender mais caro. Também é possível fazer a operação inversa, vender por um preço e recomprar por um valor menor, obtendo ganho da mesma forma. Isso é conhecido como trade de venda ou operação vendida.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

7 Motivos Para um Novato Não Fazer Daytrade


Entenda porque investidores que estão começando na bolsa deveriam evitar fazer operações de daytrade


Logo que um investidor novato chega na bolsa, com aquela ansiedade de ganhar dinheiro, ele acaba descobrindo o daytrade. Essa é uma operação que é aberta e fechada no mesmo dia, podendo durar horas ou até mesmo minutos.

O daytrade costuma ser muito procurado pelos novatos porque a operação é encerrada em prazo muitíssimo curto. Desta forma, não é preciso esperar muito para verificar o resultado, seja lucro ou prejuízo.

Novatos não costumam ter a paciência necessária para prosperar nos investimentos e conduzidos por uma fantasia de ficar rico rápido, correm atrás dos daytrades para realizar seus sonhos.

Atenção, este não é um artigo contra as operações de daytrade e muito menos contra a atividade de daytrader. Mas sim, um alerta para os novatos que ainda não estão preparados tecnicamente e nem psicologicamente para tal.

Portanto, investidores iniciantes tem bons motivos para se afastar das operações de daytrade. Veja:

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

5 besteiras que falam sobre a bolsa

Certamente existe uma nuvem de curiosidade mesclada com alguns preconceitos e equívocos em torno dos investimentos em renda variável.


A negociação de ações na bolsa de valores é um investimento como outro qualquer, mas ainda assim, existem pessoas que pregam ideias deturpadas sobre o assunto e desta forma, os leigos acabam se afastando da bolsa, muitas vezes por terem ouvido repetidas vezes, algumas dessas ideias. 

Vejamos abaixo, 5 besteiras sobre o investimento em renda variável:

1 - Bolsa é para ricos


Essa é a primeira e talvez a maior besteira que falam sobre o investimento em bolsa de valores. Há investimentos em renda fixa que para uma pessoa aplicar é preciso ser um "investidor qualificado", isso significa, pessoas que já possuem um capital mínimo considerável aplicado, geralmente R$300.000,00.

Para aqueles que querem investir em ações na bolsa, nada disso é necessário. O capital mínimo é a soma do valor de UMA ação e a corretagem necessária para a realização da compra. Essa corretagem gira em torno de R$4,00 e R$15,00 em várias corretoras.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A Ilusão Da Virada

Foto: Boaz Yiftach/FreeDigitalPhotos.net
Funciona assim: o pequeno investidor, geralmente sem muito conhecimento, fica procurando empresas que já foram boas no passado (às vezes empresas que nunca foram boas) e ao achar, compra tudo o que pode de ação dessas empresas esperando a grande virada.

Aí começa a ilusão do "vou ganhar muito dinheiro". Perde seu tempo tentando prever o futuro, empata um capital que poderia estar crescendo numa boa empresa ou até mesmo num bom título de renda fixa. Tudo isso porque a ambição desmedida só visa o grande lucro que pode ganhar.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Investidor Genérico

Já falei uma vez no facebook, sou um Investidor Genérico Sem Rótulo!

Há uma ideia colocada por algumas pessoas de que você tem que escolher entre ser fundamentalista ou grafista, e só assim você poderia ter sucesso na bolsa. Outros ainda dizem que se você não puder ser um dos dois, então você tem que virar especialista em renda fixa ou em imóveis e só assim você poderia investir em alguma coisa.

Felizmente não é assim. Não faz o menor sentido alguém tomar para si algum rótulo ao investir. Dizer que é um fundamentalista, ou dizer que é um grafista, etc. Você pode usar uma ferramenta e não usar outra, mas isso não significa que deverá se considerar dentro de uma categoria, já que a qualquer momento que desejar poderá usar ambas, bem como investir em tudo que tiver vontade de aprender.

Certamente não é preciso explicar aqui que fundamentalistas olham dados das empresas e grafistas olham para os gráficos dos preços. Mas é importante salientar que você pode ser as duas coisas. É importante que as pessoas tenham noção de que fundamentos e gráficos não se comparam, são apenas diferentes e usados para coisas diferentes:

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quando o Gap Te Pega

Em outro post falamos sobre o erro de pensar que somente o stop serve como controle de risco. O stop é apenas a primeira linha de defesa do seu trade, mas ele não é a segurança definitva e dessa forma ele sozinho não significa controle de risco, é apenas uma parte.

Lembrei de um bom exemplo que mostra isso. Veja no gráfico abaixo, no período diário, o que um gap na OGXP3 fez com os investidores.

Na sexta-feira, 15/04/2011, depois de 3 dias de queda e um dia na leve indecisão, OGXP3 faz uma sinalização que parecia uma reversão, fechando praticamente na máxima do dia em 19,65.

Qualquer investidor que decidisse tentar um ganho na ponta compradora, certamente deixaria o stop um pouco abaixo de 18,52 onde o ativo mostrava ter um suporte interessante. Independente da análise se era mesmo ponto de compra ou não, vamos nos preocupar com a questão do controle de risco.

Dos tais 19,65 aos 18,50 (onde poderia ser colocado um stop), teoricamente a perda máxima seria os R$1,15 de diferença. O trader que afirmasse que R$ 1.200,00 seria uma perda que ele "aguentava", ou seja, o máximo de dinheiro que ele aceitava arriscar, ele compraria 1.000 ações e ficaria tranquilo.

Aí é que está o erro. Existe um mantra de que basta fazer esse tipo de cálculo para definir o número máximo de papéis de acordo com o tamanho do stop, que o operador pode ficar tranquilo. Isso é um  tipo de otimismo, pois dá a ideia de que o trader SABE o que VAI acontecer (mas não sabe).

OGXP3 diário - dez/10 a jun/11


O ponto de stop é o ponto onde você tem INTENÇÃO de sair para assumir o maior prejuízo que aceita. Mas, entre INTENÇÃO e o que ocorrerá de fato, há uma enorme diferença. Pois bem, neste exemplo, OGX abre na segunda-feira 18/04/2011 com gap de 16,04% a  R$3,15 abaixo do preço de fechamento, e aquele trader que imaginava perder no máximo R1.130,00 se tudo desse errado [fosse stopado (!!)] se vê com ativo abrindo extremamente vermelho num prejuízo de R$3.150,00 quase 3 vezes o que ele "aguentava" perder, e que provavelmente perdeu, pois numa abertura dessas, a maioria das pessoas tenderá a zerar logo a posição antes que caia mais ainda.

Não acontece todo dia, mas quem opera sabe que gaps são comuns. Um gap desses é um pouco mais raro, mas não o quanto possa ser classificado como um cisne negro. Como se proteger? Controlando o risco é a resposta, e esse controle não se dá apenas pelo tamanho do stop.

Levando ao extremo, o controle poderia ser dado pelo máximo de perda da ação, isto é, ela ir a 0,01 centavo e com isso o trade teria que ser feito com menos de 100 açoes. Concordo que a possibilidade seria ainda mais remota...

Vamos olhar o gráfico novamente: notem que lá embaixo tem um fundo com mínima em 15,92. O trader poderia não querer controlar o risco de ir a 0,01 por ser algo exagerado, mas poderia fazer a pergunta "e se acontece um enorme gap e o ativo busca aquele fundo?". A resposta definiria um controle de risco nada exagerado porém com boa proteção. Essa distância (19,65 - 15,92) de R$3,73 seria um bom número para definir quantas ações comprar para arriscar no máximo os tais R$ 1.200,00.

A decisão ficaria de comprar 300 ações, ainda que o stop setado está lá em cima em 18,52. E, nesse caso com o gap da segunda-feira, o trader não ficaria tão desesperado e mesmo zerando a posição perderia 1/3 do que a manada que calculou baseado naqueles R1,13 lá de cima.

E nem vamos comentar o que aconteceu com quem estava alavancado nesse dia...

Só o stop sozinho NÃO é controle de risco, só ele nem sempre salva.

Comente!

sábado, 24 de março de 2012

Nas Paradas do Sucesso

As músicas mais pedidas e tocadas pelas rádios são as que dizemos estar "nas paradas do sucesso". Quando comecei a me envolver com o mercado financeiro, lia em várias mídias que o importante para um iniciante era investir primeiro em empresas que estivessem 'nas paradas do sucesso'. Isto é, empresas muito acompanhadas por analistas e, portanto mais fáceis de se conseguir informações sobre as mesmas. Geralmente, são empresas grandes, o que leva a um iniciante achar que essa é uma boa estratégia para reduzir riscos.

Outro motivo que leva um iniciante a monitorar apenas "as famosas" é a idéia de que "se está (quase) todo mundo investindo nelas, porque vou me meter em algo diferente?", incorrendo no erro de tentar se proteger seguindo a grande massa.

Realmente existem um grupo de empresas que estão constantemente sob os holofotes da mídia, seja pelo fato de terem o governo como principal controlador como Banco do Brasil, Petrobras, etc, seja pelo fato de serem referência em suas áreas como Vale, CSN, Eletropaulo, etc, ou até pelo fato de serem grandes promessas como OGX. Ainda há um grupo de empresas que também são muito comentadas pelo fato de suas ações terem um valor nominal bem pequeno, na casa dos centavos como Vanguarda Agro, Laep, Agrenco e outras.

Porém, quando ficamos focados só no que a maioria acompanha, corremos o risco de perder belas oportunidades. Um bom exemplo disso é a atenção que se dá a empresa OGX. Os investidores que não abriram seus olhos para uma gama de opções na bolsa, perdeu boas entradas em outras empresas. Vamos observar gráficos de 2 anos, prazo interessante para quem gosta de montar uma posição e depois realizar o lucro sem se preocupar com variações de alguns dias ou mesmo de algumas semanas.

OGX - depois de 2 anos as cotações ficaram no 0x0

Desde 23/03/2010, chegou a fazer um movimento de 40% de alta até outubro do mesmo ano. Depois disso, a cotação despencou os mesmos 60% até a mínima de agosto de 2011. Ainda que um trader de curto prazo, tivesse pego boa parte desses dois movimentos, olhe os gráficos abaixo de empresas que não costumam estar nos holofotes:

Marcopolo: +170%


Hering: +330%

Le Lis Branc: +430%

Nada contra ou à favor de qualquer empresa. O importante é o pequeno investidor notar que a despeito de tanta informação, comentários e preocupações sobre algumas empresas, existem algumas outras evoluindo muito bem na bolsa, refletindo a realidade de seus fundamentos financeiros em suas ações.

Portanto, é interessante que aqueles que se preocupam excessivamente se a OGX vai dar certo, se a China vai atrapalhar a Vale ou se a Petrobras vai realizar totalmente o projeto pre-sal, e ficam travando batalhas em fóruns, deixando comentários em todos os sites de economia e fazendo projeções mirabolantes para provar que estão certos, seria muito mais proveitoso procurar pelos "tesouros escondidos". 

Saia do lugar comum e faça diferente. Estude, pesquise, tenha sucesso!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Perdendo Muito? Que Tal Um Psicólogo

Um investidor em renda variável que passa por momentos ruins por longos períodos, perdendo mais do que ganhando, tanto nos seus trades de curto prazo, quanto na seleção de suas ações de longo prazo, talvez possa estar precisando da ajuda de um psicólogo no lugar de um analistas de ações (seja grafista ou fundamentalista), para investir melhor. Isso mesmo, o problema pode ser psicológico.

O estudo de finanças comportamentais foi desenvolvido baseando-se nos fatores psicológicos relacionados aos investimentos. O tema central é a investigação de possíveis interferências de fatores comportamentais e psicológicos nos movimentos dos investidores

Não raro é aquela certeza de que tal ação ou índice irá subir ou cair no outro dia, e quando o movimento é totalmente contrário ao que se espera, alguém diz a famosa frase: "isso não faz sentido, tem algo estranho".



Bem como também não é raro um investidor acertar um movimento e se gabar achando que é o mestre da bolsa, porém quando erra, põe a culpa no mercado, nos investidores estrangeiros, na política, na fase da lua...

Existem duas teses da psicologia que qualquer investidor deveria conhecer:

Teoria da Atribuição - que fala sobre as maneiras pelas quais as pessoas explicam (ou atribuem) as causas dos eventos. Quando aplicada aos investimentos pode explicar porque alguns investidores dão crédito a si mesmos quando saem no lucro nas transações, mas quando perdem colocam a culpa em quaisquer outros fatores externos. O problema é que, se o investidor não for equilibrado irá ter confiança em excesso quando acerta e ficará desmotivado quando erra, reduzindo sua auto-estima. De uma forma ou de outra, suas próximas decisões nos próximos negócios, poderão ser afetadas.

Dissonância Cognitiva - predisposição para ignorarmos o que vai contra nossa opinião. Isto é, o investidor tem a "certeza" que a cotação de determinada ação vai subir nos próximos dias. Ele fez diversas análises e se convenceu daquilo, logo depois surge um dado novo que prove que as análises não estão totalmente certas, porém ele está tão confiante que ignora tal dado novo. Em suma, a confiança excessiva faz com que ele fique cego para tudo à sua volta levando-o até mesmo a negar evidências por mais claras que elas sejam.

Acredito que essas duas teorias quando associadas podem causar um estrago nos negócios. Por isso é importante que o investidor perceba se ele apresenta alguma dessas características e mude.

Sendo assim:

  • Mantenha-se frio, seja nas vitórias, seja nas derrotas. 
  • Não coloque a culpa em fatores externos, o único responsável pelas suas operações é você.
  • Quando acertar, não ache que não precisa mais estudar porque virou mestre. Considere o fato que você pode ter feito uma estratégia ruim que daquela vez, deu certo, mas se repetida no longo prazo te levará à falência

Desta forma, quem não consegue lucros consistentes e regulares na bolsa, ainda que seja um bom analista técnico ou fundamentalista (tanto faz), deve considerar procurar mais sobre o assunto finanças comportamentais e se quiser procurar ajuda profissional, pode ser que não seja de outro analista e sim de um psicólogo.

E você, é autoconfiante ao extremo? Coloca a culpa no mercado quando seus trades dão errado?

Comente.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Quantas Ordens Você Executou?

Seguindo com mais um post com clima de final de ano. Sugiro uma reflexão dos leitores: quanto você gastou com corretagens este ano?

Claro que muitos dirão que a corretagem faz parte, afinal foi isso que a corretora lhe disse. "Opere, opere, cada vez mais, para que você tenha mais chances de ganhar, a corretagem faz parte do negócio". Será?

Sem citar nomes de ativos, tivemos este ano (como sempre) alguns papéis que se valorizaram bastante rendendo um bom lucro para que os comprou no início do ano e (considerando ser um trade) resolveu realizar os lucros neste Natal. Poucas ordens não drenaram os ganhos de quem usou uma estratégia em que seguir a tendência foi o forte no lugar de ficar comprando e vendendo todo dia ou várias vezes no dia.

Independente de qualquer estratégia ou se você saiu no lucro esse ano ou não, fica a questão: você faz ideia de quanto gastou em corretagens este ano (nem estou citando IR, emolumentos, taxa de registro.. apenas corretagens).

O interessante disso é o seguinte:
Digamos que o investidor goste de daytrades por exemplo, e faz umas 2 operações deste tipo por dia em média, o que seria até um número baixo já que muitas vezes um daytrader chega a fazer muito mais do que isso em um único dia. Agora consideremos 252 dias úteis, dos quais alguns ele não opere porque estava de férias, porque o dia estava fraco ou porque teve que fazer outras coisas. Vamos colocar uns 200 dias de operação:

Ordens executadas por dia = 4 (2 daytrades dando 2 compras e 2 vendas)
Número de dias = 200
Total do ano = 800 ordens executadas

Considerando uma média de 10,00 reais por ordem executada em média = 8.000 reais de custo somente em corretagens.

Esses números irão variar de pessoa para pessoa, principalmente pelo quanto cada um opera e pelo preço da corretagem praticado pela corretora de cada um. Mas é uma base para a refletir: será que vale à pena operar feito louco, todo dia, toda hora, ainda mais por impulso?

Neste exemplo, a melhor pergunta que fica é, quantas ações de boas empresas daria para comprar com R$8.000 (mais ou menos) ?

Portanto, no novo ano que está entrando, pense duas vezes antes de dar o próximo "executar ordem".


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Opções: uma analogia em TI


Opções é algo trivial? Sim, mas não no Brasil, infelizmente.

Enquanto que por aqui, só uma minoria de pessoas conhece opções de verdade, sabem que ficar operando à seco de forma insana tem expectativa negativa, sabem que venda descoberta não faz sentido, etc. Lá nos EUA parece que, mesmo existindo "apostadores" em opções, esse assunto é muito mais comum do que por aqui no nosso país.

O exemplo que corrobora com isso: um amigo e colega de trabalho, arquiteto de software, me enviou este artigo Bad code isn’t Technical Debt, it’s an unhedged Call Option - que fala sobre dívida técnica, um termo totalmente relacionado à tecnologia da informação, definido por Ward Cunningham - descreve a dívida que a equipe de desenvolvimento de software assume quando escolhe um design ou abordagem fácil de implementar no curto prazo mas com grande impacto negativo no longo prazo.

Ou seja, dívida técnica é a idéia de que fazer um código fonte qualquer para entregar o sistema rapidamente correndo o risco de no futuro ter mais trabalho para corrigir, manter, etc.

O interessante é ver que no artigo, o autor faz analogia com o mercado de opções (!!). Acredito que ele assuma que seus leitores - pessoal de TI e não do mercado financeiro - entenda que correr risco de programar com design simples demais e até de baixa qualidade, pode ser o mesmo risco de comprar opção à seco.


Call options are a better model than debt for cruddy code (without tests) because they capture the unpredictability of what we do.

Para quem gosta de opções e ainda por cima é de TI, é muito interessante a analogia.

Será que um dia a renda variável vai ser algo comum para o brasileiro que até poderemos fazer analogias em nossos assuntos pessoais e de trabalho que todo mundo vai entender? Talvez, seja entendida de forma tão simples como 1 + 1 ?

Comente!
Assine o feed !

Obs.: mais sobre dívida técnica em TI:

- http://msdn.microsoft.com/pt-br/magazine/ee335722.aspx
- http://www.infoq.com/br/news/2009/10/dissecting-technical-debt

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Venda descoberta de opções: operação sem sentido

 Engana-se quem pensa que este artigo é apenas para dizer que a venda descoberta tem risco ilimitado, etc, etc. Embora isso seja verdade e, pasmem, há analistas técnicos famosos que dizem que este risco é "teórico", parece que há algo que nenhum investidor que opere venda descoberta de opções sequer tenha pensado. Se pensou e mesmo assim faz a operação, não pode ser chamado de investidor e sim de jogador.

Este detalhe desconsiderado é a taxa de ganho. Como em qualquer operação financeira, todo lucro e prejuízo é medido por taxa percentual, se você investe 100 reais e ganha 20, teve lucro de 20%, se perdeu 35, o prejuízo foi -35%. Simples. Porém, algo que não parece claro é, se você investe 10 mil e ganha 20 reais NÃO é a mesma coisa que investir 100 e ganhar 20, ainda que o ganho nominal seja igual (20=20). Simples mas alguns não aceitam.

Estas mesmas contas simples não são percebidas por aqueles que ficam ávidos em vender opções a descoberto. Antes, uma rápida explicação sobre a operação em si para aqueles que não conhecem e então falemos sobre a falta de sentido em não se considerar a taxa. Se você conhece opções, pule os próximos parágrafos e vá para "voltando às taxas".

Opções são derivativos que quando adquiridos, dão direito de compra ou de venda para aquele que adquiriu, chamado titular. Falando sobre opções de compra, as mais negociadas no Brasil, o titular da opção possui o direito de comprar determinado papel pelo valor definido em tal contrato até certa data pré-definida. Ao exercer esse direito, aquele que vendeu, chamado lançador, é obrigado a vender a ação pelo valor do contrato. Isto é, mesmo que por exemplo Petrobras esteja sendo negociada por 40 reais, quem tiver o direiro de comprar por 20,00 poderá faze-lo obrigando o lançador que possui as ações a vender por este valor.

Aí é que se define o famoso risco ilimitado para quem vendeu (lançou) uma opção SEM possuir a ação:

Imagine um lançador que vende 1.000 opções sobre ações da Petrobras de preço 25,00 e recebe um valor por isso. Se no dia que expirar esse contrato, a Petrobras estiver abaixo de 25,00 ninguém irá exercer o direito de compra justamente porque poderia comprar no mercado mais barato. Digamos que Petrobras esteja a 27,00 o lançador tem obrigação de vender por 25,00 e estaria perdendo 2,00 por ação, mas como recebeu um valor pela venda da opção o prejuízo foi menor ou até ficou no lucro, dependendo por quanto ele vendeu a opção. O problema é aquele que NAO tem Petrobras, ele é obrigado a ir no mercado, comprar por 27 e entregar por 25. Até aí prejuízo aceitável, já que no início do exemplo consideramos 1.000 opções dando um prejuízo de 2.000 reais.

Agora imagine que Petrobras descobriu um poço de petróleo enorme, digamos, Tupi. As ações disparam e vão a 50 reais por exemplo. O lançador tem que comprar o papel por 50 reais para entregar por 25... no nosso exemplo, estamos falando de 25.000,00 (isso se ele vendeu 1000 opções, se foi mais, multiplique proporcionalmente).

Note que esse pode ter sido o lucro de anos de operações, entregues de uma só vez. Se não tem o dinheiro, aí vem a corretora executar o que ele tem para pagar a dívida. Pode ser aquele carro que tá na garagem, comprado quem sabe com muita dificuldade...

Voltando às taxas

Quanto ao risco dessa operação, não se discute, dependendo de quantas opções vendeu e para quanto o papel subiu, realmente estamos falando de risco ilimitado. Como a cotação do papel não tem limite superior, pode subir ilimitadamente, o risco é o mesmo.

Os equivocados se colocam nesse risco insano por pura falta de conhecimento
Eles não prestam atenção na taxa. O risco/benefício é pior do que em outras operações muito mais seguras. O operador descoberto de opções, lança uma opção de 1 real esperando que ela não dê exercício e com isso ele "ganha 1000 reais fácil (?)". Só que, além do risco altíssimo, há dois detalhes importantes que são negligenciados apenas por super-amadores ou por quem tenta ser mais esperto que o mercado. Esses detalhes são a margem chamada e a taxa de retorno.

Veja como é uma operação sem sentido:

a) venda descoberta de 2.000 opções a R$1,20 = recebe R$2.400

- risco máximo: ilimitado
- ganho máximo: 2400 reais
- margem 400% : 4 x 2.400 = 9.600
- taxa de retorno maximo = 2400 / 9600 = 25%

b) trava de baixa de 2.000 opções recebendo spread de 1,20 = recebe R$2.400

*considerando uma trava com opções que tem diferença de preços de exercício de 2,00

- risco máximo: LIMITADO a 2,00* - 1,20 = 0,80 centavos x 2000 opções = R$1,600
- ganho máximo: 2400 reais
- margem      : 2000 opções x 2,00* = R$4.000
- taxa de retorno maximo = 2400 / 4000 = 60%

Percebam que a maioria das corretoras pedem pelo menos 400% de margem sobre a venda. Ou seja, para cada 1 real vendido é preciso deixar 4 na corretora. Uma  trava de baixa normalmente tem chamada de margem calculada pela multiplicação do número de opções vendidas pela diferença entre os preços de exercício (strikes) das opções da trava.

Isto faz com que no cenário 'a' sejam chamados 9.600,00 reais de margem e no cenário 'b' menos da metade disso, 4.000,00 reais. Ambas operações com objetivo de ganhar no máximo 2.400,00 reais.

Quem em sã consciência colocaria em jogo mais de 9 mil reais no em detrimento de colocar menos da metade disso para buscar o um ganho menor? Sim, um ganho menor, pois não se olha o valor recebido na operação e sim a taxa recebida. Na operação 'a' o ganho foi de 25% e na operação 'b' é de 60%. E ainda por cima correndo o risco de perder a margem e ainda sair devendo no caso da operação ir contra.

Só mesmo não sabendo o que está fazendo para colocar mais dinheiro em jogo com intuito de buscar ganho menor e ainda podendo sair devendo da operação.

...e o pior que ainda tem gente cobrando para ensinar os novatos a fazerem uma operação dessas. Antes de entrar em qualquer operação, verifique todo o plano e veja se vale a pena. Afinal, operações que parecem fáceis são as que podem lhe dar mais dor de cabeça.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

De R$ 5,24 a 0,68 centavos em 3 dias!

Só para atualizar a história contada no último post. Abaixo o fechamento de Mundial nesta sexta-feira, dia 22 de julho de 2011.

Teve gente que quando despencou de 5,00 para 2,50 achou que valia a pena fazer uma "fezinha" e entrar na compra achando que voltaria para os 5 reais. Ganância again.

Como pode-se ver, no outro dia fechou a 1,90 ...queda de ~25% e por aí vai... qualquer entrada para apostas em uma ação dessas, é pedir para passar calor.

"Final" da história de hoje no gráfico abaixo. Veremos até onde isso vai (ou volta).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Corretora - sua companheira obrigatória


Decidiu comprar umas ações para investimento de longo prazo?
Ou, resolveu ir para bolsa para fazer negociações rápidas, comprando ações num dia e vendendo no outro dia (ou na outra hora...)?

Não importa como você deseja participar dos negócios em bolsa de valores, uma coisa é certa: você terá que escolher pelo menos uma corretora.

Para que você possa comprar e vender ações, é necessário que um "agente autorizado" faça isso por você, e esse agente é justamente a corretora. Ela é quem compra a ação e guarda para você na sua conta corrente, que funciona exatamente como a conta corrente de um banco. Nessa conta está o seu dinheiro que você deixa previamente depositado antes da compra das ações e está também as ações compradas.

Para criar uma conta na maioria das corretoras, basta preencher um formulário com seus dados e assinar os termos do contrato que permitem que a corretora faça as compras e vendas das ações de acordo com as suas ordens enviadas sejam por telefone ou pela internet através dos home brokers (aplicações via web para negociação na bolsa).

Além disso, as boas corretoras oferecem outros serviços como análise de ações para lhe indicar em que investir, cálulo de imposto de renda mensal para você acertar as contas com o leão quando for devido, cursos relacionados à renda variável e outras coisas.

Por isso, ao escolher a corretora, não se deve avaliar apenas pelo custo de operações, mas sim pelo custo-benefício.
O maior exemplo disso é o próprio home-broker.

Imagine que por qualquer motivo você escolher comprar ações de determinada empresa num certo dia, e você quer comprar o mais rápido possível porque você acredita fortemente na rápida valorização daquela ação. Aí você abre seu home-broker, e envia a ordem de compra e nota que a ordem não é enviada simplesmente porque a comunicação do sistema da corretora com a bolsa está fora do ar.. péssimo. Pior ainda, se isso acontece num dia que você precisa se desfazer rapidamente das ações de uma empresa. Você deixa de vender tal ação por "problemas operacionais no home-broker", e ela despenca. Pronto, você economizou 5, 10 reais no custo da ordem para ver sua ação despencar sabe-se lá quantas vezes mais do que isso.

Portanto, pesquise muito. Avalie bem tudo o que a corretora oferece e se o que ela oferece funciona bem.