terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Apenas Um Exemplo Para Se Afastar Da Manada

fonte dos balanços compilados: nosso parceiro Bastter.com
A primeira grande empresa a liberar o balanço anual de 2012 foi o Bradesco.

Este é um belo exemplo do motivo pelo qual devemos nos afastar da manada.

Muito se falou dos bancos esse ano com a redução dos juros.
Muito se fala ano após ano que a bolsa é um bicho de 7 cabeças pior que o Bicho Papão.

E o que vemos? Mais uma empresa que, como várias outras, em uma década multiplicou seu patrimônio líquido em 7 vezes e seu lucro líquido em 5 vezes.

Esqueça o blá blá blá do dia-a-dia que se repete na mídia entra ano, sai ano. Esqueça as comparações de RF x RV, a notícias voltadas para o curto prazo e as previsões de futuro.

Diversifique entre várias classes de investimentos, e na bolsa, procure ter boas empresas em carteira, que apresentem resultados como da imagem acima.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Melhores e Piores do Ano Anterior

Início de mais um ano e como de costume saem as famosas listas de melhores e piores investimentos do ano anterior.
É até normal que tais informações sejam publicadas, há uma certa curiosidade generalizada para saber qual foi a categoria que teve maior valorização nos 12 meses que se passaram. Entretanto, é importantíssimo que o pequeno investidor entenda que esse tipo de lista não pode servir como ferramenta de decisão para os novos investimentos que serão feitos (sejam estes para os próximos meses ou anos).

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Intervenção x Administração Temporária x Liquidação Extrajudicial

Para entender as diferenças podemos observar a situação dos bancos BVA e Cruzeiro do Sul. No primeiro, os clientes já poderão pedir resgate dos valores garantidos pelo FGC - Fundo Garantidor de Créditos - enquanto que no segundo ainda não.

Veja abaixo as diferentes situações:

Banco BVA S.A.

Teve decretada sua intervenção, com ela, o Banco Central nomeia o interventor, que assume a gestão direta da instituição, suspendendo as suas atividades normais e destituindo os respectivos dirigentes. A intervenção é uma medida administrativa de caráter cautelar que objetiva evitar o agravamento das irregularidades cometidas ou da situação de risco patrimonial capaz de prejudicar os seus credores. Tem duração limitada no tempo e poderá ser seguida da retomada das atividades normais da instituição, da decretação da sua liquidação extrajudicial ou da sua falência.

Os procedimentos já foram divulgados, os clientes segurados pelo FGC com créditos até 70 mil reais em depósitos de poupança, CDB, letras imobiliárias, etc já terão direito aos pagamentos.

Se você é credor do banco BVA, leia mais no site do próprio FGC - clique aqui.

Banco Cruzeiro do Sul S.A.

O Banco Central decretou Regime Especial de Administração Temporária (RAET) e em suas empresas controladas nomeando o  FGC  para executar a Administração Temporária.

O RAET é uma espécie de intervenção que não interrompe e nem suspende as atividades normais da empresa, sendo seu principal efeito a perda do mandato dos dirigentes da instituição e sua substituição por um conselho diretor nomeado pelo Banco Central, com amplos poderes de gestão. Também tem duração limitada no tempo e objetiva principalmente a adoção de medidas visando à retomada das atividades normais da instituição. Quando isso não é possível, pode vir a ser transformada em intervenção ou liquidação extrajudicial.

Ou seja, a decretação do RAET não provoca o vencimento antecipado de nenhuma operação ativa ou passiva de qualquer  uma das entidades. Igualmente não gera a ativação do mecanismo de proteção assegurado pelo FGC aos clientes.

O FGC informou que os pagamentos dependem do resultado do levantamento que será realizado pelo Liquidante e que todos os créditos enquadrados nas normas vigentes serão liquidados tão logo o levantamento seja concluído.

Os credores devem aguardar orientações do FGC quanto ao pagamento.

Se você é credor do banco Cruzeiro do Sul, leia mais no site do FCG na página em relação ao Cruzeiro do Sul - clique aqui.

Além dessas duas modalidades de atuação do Banco Central, ainda há a Liquidação Extrajudicial

A liquidação extrajudicial é medida mais grave e definitiva. Destina-se a promover a extinção da empresa quando ocorrerem indícios de insolvência irrecuperável ou quando cometidas infrações às normas que regulam a atividade da instituição. Objetiva promover a venda dos ativos existentes para pagamento dos credores, com devolução de eventual sobra aos controladores ou sua responsabilização pelo passivo a descoberto.

Fonte: Banco Central do Brasil

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quedas na bolsa - E daí?

Este post é marcado pelo dia em que as famosas "ações defensivas" despencaram  na bolsa. Quedas como de Cemig (-19,93%) e Transmissão Paulista (-24,36%) chamaram a atenção de todo o mercado hoje.

O que mais se viu foram sócios minoritários preocupados como se o mundo tivesse acabado. Pessoas que possuem mais da metade de sua carteira de ações formada por empresas de energia elétrica.

Aí surgem as perguntas: a culpa é de quem? Por que isso aconteceu? A bolsa é um perigo?

domingo, 2 de setembro de 2012

A venda coberta e a direção do mercado

Muitas pessoas pensam que o sucesso da venda coberta de opções está *diretamente* ligado à direção do mercado. É aquela famosa afirmação de que, para vencer lançando opções, é preciso de uma mercado de baixa. E que no mercado de alta seria a hora de parar com esta operação.

Depende.
Acho isso é uma equívoco. Pensando desta forma, o operador que utiliza a estratégia de venda coberta OTM com intuito de remunerar sua carteira simplesmente irá parar de fazer tal operação em mercados altistas.

Porém, percebam que a questão não é a direção do mercado e sim o operador e seu método.

No mercado de baixa, temos sim a sensação de maior facilidade para ganhar as vendas, já que algumas vezes conseguimos zerar a venda rapidamente, em menor tempo do que esperamos.

Mas não é algo definitivo: "vender OTM só na baixa".
Há de se notar que em mercados baixistas, a volatilidade aumenta e esta sim é a pior inimiga do lançador. Se o operador não buscar lastro, bastará um dia de alta forte para que ele comece a 'passar calor' e acabar zerando (talvez no prejuízo) uma venda que tinha tudo para ser terminada no lucro.

O problema do operador que se baseia na direção do mercado para vender VE é que ele passa a 'seguir a tendencia de baixa' e começa a aceitar lastros MENORES e acaba sendo 'violinado' facilmente.

Pior, ele segue tanto a tendencia, que se o mercado reverter e ele entrar numa de "é só um repiquezinho" e não acionar seu stop, acaba sendo exercido resultando numa venda de suas ações no fundo.

Outra coisa ruim que vejo nos operadores que se preocupam com a direção do mercado em vez do seu método e na constante melhoria do seu jeito de operar é que ele acaba parando de fazer a venda coberta em mercados de alta. Isso faz com que ele perca a oportunidade de ter um plus na remuneração da carteira.

Por isso na minha opinião, avaliar a relação "lastro x tempo x tamanho do VE" mais importante do que a direção do mercado. Isso para quem quer ser vencedor no LP com VC OTM.

Nesta relação, particularmente, dou um peso levemente maior para o LASTRO. Pois é ele quem me protegerá das altas volatilidades em mercados baixistas e me manterá calmo nos tempos de alta.

Ainda que eu fosse dar alguma atenção para o fato do mercado estar de alta, quando fosse o caso, eu olharia de modo mais distante, dando aquele zoom afastado.

Ou seja, tomemos como exemplo a VALE5:

Olhando um gráfico mensal dela (só para ter noção da variação, não é para utilizar para fazer VC), podemos notar que este ativo poquíssimas vezes subiu mais de 12% desde a abertura até ao fechamento de qualquer mês. Mesmo em períodos de altas como os anos de 2007 ou 2009, por exemplo.


É um estudo empírico, não estou olhando para a volatilidade naqueles meses, nem pesquisando o tamanho dos VEs em cada vencimento. Mas consigo perceber que um vendedor coberto que lançou opções OTM buscando lastros de, digamos, uns 10%, foi vencedor na soma das operações de todo o período já que teve que stopar no prejuízo.

E nem estou considerando que a venda não é obrigatoriamente feita na abertura do mês.

Portanto, passar calor em algumas vendas é normal, mas não significa que será stopado no prejuízo.
Se for stopado, normal também.
Importante é que não tome um stop tão grande que devolva o trabalho de meses de venda, às vezes anos.

Esqueça a tendencia.
Esqueça as cotações.
Siga seu método.
Se o método usado for levando em conta 'lastro x tempo x tamanho do VE',
suas chances de sucesso no LP serão enormes!

Boa remuneração de carteira pra todos !