quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quedas na bolsa - E daí?

Este post é marcado pelo dia em que as famosas "ações defensivas" despencaram  na bolsa. Quedas como de Cemig (-19,93%) e Transmissão Paulista (-24,36%) chamaram a atenção de todo o mercado hoje.

O que mais se viu foram sócios minoritários preocupados como se o mundo tivesse acabado. Pessoas que possuem mais da metade de sua carteira de ações formada por empresas de energia elétrica.

Aí surgem as perguntas: a culpa é de quem? Por que isso aconteceu? A bolsa é um perigo?


A respostas são simples, a bolsa não é perigo algum quando você faz as coisas direito, ela é apenas mais uma forma de investir seu dinheiro e remunerar seu patrimônio. Aconteceu porque é totalmente normal, porque é renda variável. E como diz um amigo meu "renda variável não varia só para cima".

Em relação à culpa, esta é exclusivamente do próprio investidor. Culpa dele por não procurar saber o que está fazendo, por ter preguiça em pesquisar um pouco sobre como investir e em que investir. Afinal, se uma pessoa decide colocar mais da metade da carteira em um único setor ou, pior, em uma única empresa, só pode estar procurando problemas e no mínimo tá um pouco perdido na bolsa.

No caso das elétricas, essa exposição errada e exagerada acontece pela falácia das ações defensivas. Uma ação, seja de qualquer empresa é um ativo que possui um valor que NÃO é fixo. Para se defender fazendo reserva, utilize a renda fixa.

Parece óbvio, mas as pessoas esquecem disso. E não estou falando apenas de iniciantes em bolsa. É uma pena que até mesmo muitos profissionais insistem em falar de ações como se elas fossem ativos de renda fixa.

Cabe ao pequeno investidor de uma vez por todas esquecer as cotações das ações e pensar nas empresas que estão por trás daquele código formado por letras e números. Independente de quanto varia no curto prazo a cotação de uma ação, é preciso pensar apenas em uma coisa: os dados daquela empresa.

Mesmo que tivessem descoberto que à partir de hoje não consumiremos mais
energia elétrica, que usaremos apenas velas e lamparinas e que as ações de todas as empresas deste setor valem 0,01 centavo, tudo o que você tem a perder é o quanto destas empresas você tenha.

Exemplificando, se um pequeno investidor tem 10 empresas em carteira com exposição de exatos 10% do capital total em cada empresa e, dessas empresas ele possui 2 elétricas, tudo que ele tem a perder é 20% de todo o patrimônio. O que não o levaria à falência.

Como na prática ainda continuaremos consumindo energia elétrica e além disso, nenhuma empresa (de qualquer setor) não se torna ruim da noite para o dia, de forma que qualquer investidor tem todo tempo hábil para ir saindo devagar da empresa e re-avaliando a situação, dificilmente alguém irá perder todo percentual que tem naquela empresa.

Então, esqueça as quedas e se preocupe com o mais importante: diversificar. E fazer isso selecionando boas empresas de setores diferentes. Desta forma, as quedas (normais) que sempre existirão, não lhe trarão qualquer preocupação.

Bons investimentos.

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